Floresta Camboatá agora é Revis, nunca mais autódromo

No dia 17 de novembro de 2021 foi finalmente aprovado o Projeto de Lei que cria no Camboatá (RJ) o Refúgio da Vida Silvestre (Revis). Foram 43 votos a favor. A votação pode contar em peso com o Coletivo SOS Floresta Camboatá na Câmara e a pressão on line de todos que batalharam para que isso acontecesse, inclusive muitos Biólogos, pois desde o início desta história o CRBio-02 vem utilizando seus canais de comunicação para defender a floresta e manter todos informados sobre o que estava acontecendo.

O movimento de cunho social Campanha SOS Camboatá, que agregou diversos técnicos e especialistas de diferentes áreas de pesquisas em Mata Atlântica, também teve papel primordial na luta e na vitória em favor da floresta, além de mobilizar a população carioca, reverberou pelo país e sensibilizou inclusive os pilotos da Fórmula-1.

O movimento se consolidou a partir de 2017, quando o projeto de construção do autódromo no local foi ressuscitado. Neste momento, várias ações em defesa da floresta convergiram para fortalecer o Movimento SOS Floresta do Camboatá e reunir inicialmente os moradores dos bairros periféricos de Deodoro e Guadalupe, ambientalistas e profissionais de várias instituições de pesquisas e universidades. A luta pouco a pouco foi ganhando espaço na mídia e sensibilizando a população carioca para a necessidade de preservar a área.

Após a apresentação do EIA-RIMA, inconsistentes e tendenciosos, profissionais de diversas instituições de ensino e pesquisa aderiram a luta com pareceres técnicos e refutando as falhas do estudo apresentado pela empresa responsável pelo empreendimento.

A luta judicial ganhou força com outras ações do Ministério Público Estadual e a eficiente articulação do Movimento SOS Floresta do Camboatá com a bancada de vereadores e deputados que aderiram à causa. O confronto foi deflagrado conquistando muito espaço na mídia e que culminou em intenso debate na audiência pública. Durante dez horas, cerca de 200 pessoas participaram remotamente e apenas duas foram favoráveis à construção do autódromo na área da floresta. Finalmente, após uma análise bem fundamentada dos técnicos do Instituto Estadual do Ambiente (INEA), a Comissão de Meio Ambiente não aprovou o licenciamento do empreendimento e, este ano, o projeto foi oficialmente abandonado pela Prefeitura do Rio de Janeiro.

Para os Biólogos, a campanha foi feita em um modelo de atuação coletiva que certamente será replicado em outras lutas pela preservação das áreas verdes urbanas.

[Postado em 25/11/2021 | 670 visualizações]


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