Fomos ouvidos SOS Floresta do Camboatá

A Prefeitura do Rio anunciou que não vai mais criar o autódromo na Floresta de Camboatá, em Deodoro, na Zona Oeste do Rio, e pediu ao Instituto Estadual do Meio Ambiente o arquivamento do processo de licenciamento ambiental do referido autódromo.

De acordo com o município, a Floresta de Camboatá é um patrimônio ambiental da cidade do Rio de Janeiro.

Além de dar fim ao autódromo, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente reabriu o processo iniciado em 2013, para criar uma unidade de conservação na área, que possui cerca de 200 mil árvores de 146 espécies, das quais 14 são consideradas ameaçadas, em um terreno de Mata Atlântica de baixada. Também foram encontradas ali 150 espécies de aves e 19 mamíferos.

Há anos o CRBio-02 vem lutando contra a possibilidade de criação de um autódromo com a destruição da Floresta, divulgando entre Biólogos e Biólogas, opiniões abalizadas, emitidas por meio de entrevistas em nossos canais de comunicação.

Como por exemplo, a entrevista realizada com HaroldoCavalcante de Lima, graduado em Ciências Biológicas pela Faculdade de Humanidades Pedro II (1977), mestrado em Ciências Biológicas (Botânica) pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1987) e doutorado em Ecologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (2000). Pesquisador aposentado do Instituto de Pesquisas Jardim Botânico do Rio de Janeiro e professor do PPG da Escola Nacional de Botânica Tropical.

Para Haroldo, "a Floresta de Camboatá é um fragmento de grande importância por guardar uma biodiversidade significativa e ser a última floresta remanescente de terras baixas em nossa cidade. Além disso, a área é estratégica para a conectividade entre os maciços da Serra Branca, Tijuca e Gericinó-Mendanha, favorecendo a ocorrência de fluxo gênico entre as populações de plantas e disponibilizando local de pousio para avifauna. Tem ainda alto potencial para restaurar as florestas degradadas do município, principalmente para coleta de sementes e produção de mudas de espécies características deste tipo de floresta. Por outro lado, sabe-se que os bairros do entorno já são extremamente desprovidos de áreas verdes e a supressão da floresta certamente promoverá elevação na temperatura local e o aumento das inundações. Portanto, é evidente que área tão sensível deve ser prioridade máxima na política ambiental e urbanística do município, associando a sua conservação com usos que ofereçam oportunidades de negócios sustentáveis e melhoria na qualidade de vida de bairros com baixíssimo Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)."

De acordo com a campanha SOS Floresta do Camboatá, sozinha a Camboatá tem 10 vezes mais árvores do que o Parque do Flamengo, o Campo de Santana, a Quinta da Boa Vista e o Passeio Público juntos!

É um bem a ser protegido.

[Postado em 10/2/2021 | 111 visualizações]


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